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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

impunidade

Romeu Tuma: mais um que morre sem ser condenado pelos crimes durante a ditadura
Senador engrossa a lista dos que não poderão mais ser julgados por seus crimes
Morreu no último dia 26 de outubro o senador Romeu Tuma (PTB-SP), aos 79 anos de idade. O senador estava internado há 59 dias no hospital Sírio-Libanês, com insuficiência cardíaca. Mesmo doente, porém, seu partido o manteve na disputa para a reeleição. No entanto, mesmo sobrevivendo, Tuma estaria fora do Senado, já que ficou apenas em quinto lugar na votação.

Tão logo o senador morreu, políticos de todas as matizes saíram a público para lamentar a “perda”. De Lula ao senador Demóstenes Torres (DEM), todos elogiaram o político que se notabilizou como delegado antes de ingressar na vida política, nos anos 1990.

A verdade, porém, é que morreu um dos maiores símbolos da ditadura militar no Brasil (1964-1985). E a notícia ruim: morreu sem ser condenado por seus crimes, engrossando uma lista de torturadores impunes que não poderão mais ser julgados.

Comandando a tortura
Apesar de ter entrado na polícia ainda em 1951, aos vinte anos, a carreira de Romeu Tuma deslanchou quando, em 1969, foi atuar no Dops (Departamento Estadual deOrdem Política e Social). Durante o período mais violento da repressão, atuou ao lado do delegado Sérgio Fleury, um dos mais brutais torturadores e conhecido por ter atuado diretamente no assassinato de diversos militantes políticos, incluindo Marighella.

A partir de 1975, Tuma assume o comando do Dops. Ele dirige o órgão até a sua extinção, em 1983, quando é transferido para a direção da Polícia Federal. Durante todos esses oito anos, é Tuma quem dirige o departamento de combate aos militantes e organizações de esquerda. Apesar de negar ter tomado conhecimento dos crimes cometidos nos porões do órgão que comandava, ativistas presos atestam que o delegado articulava as investigações e funcionamento da repressão.

Na política
No decorrer dos anos 80, Tuma se beneficia com uma série de realizações da Polícia Federal, entre elas a identificação da ossada do nazista Josef Mengele, que tem repercussão internacional. No início dos anos 90, em pleno governo Collor, acumula as direções da Polícia Federal e da Receita. No entanto, o delegado cai junto com o governo, indo encontrar abrigo como secretário do governo Fleury em São Paulo.

Aproveitando do prestígio acumulado durante sua estadia na Polícia Federal, Tuma se elege senador pela primeira vez em 1994, pelo PL. Logo depois vai para o PFL, onde disputa a prefeitura de São Paulo em 2000. Em 2006, vai de mala e cuia para a base do governo Lula, encontrando guarida na legenda do PTB, comandada por Roberto Jefferson, da época do mensalão.

Mesmo longe da polícia, Tuma, ou delegado Tuma como era conhecido, sempre recorreu aos símbolos da repressão para angariar votos. Mesmo nessas últimas eleições, sua marca era uma estrela de xerife.

Impunidade
A morte de Tuma expõe a dramática impunidade que impera no país após a ditadura. Com a lei da Anistia, aprovada em 1979 durante o governo do ditador Figueiredo, os torturadores se viram livres de qualquer ameaça de julgamento por seus crimes. Muitos deles, como o próprio Tuma, dedicaram-se à vida política.

E agora, com o passar dos anos, esses criminosos estão morrendo e sendo enterrados com honras de Estado, quando muitas de suas vítimas nem ao menos tiveram direito a um enterro. Em abril passado a OAB pediu ao STF a revisão da Lei da Anistia, mas o Supremo negou o pedido, perpetuando a impunidade aos torturadores. Ao mesmo tempo, o governo se nega a abrir os arquivos da ditadura, mantendo boa parte da história encoberta.

E enquanto isso, esses criminosos vão morrendo sem qualquer tipo de julgamento e punição, mantendo uma mancha na história do país.
POSTADO POR ARSENAL ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ceará-Mirim: Maioria dos vereadores se intimida diante da presença de Peixoto na Câmara Municipal


Dos 10 vereadores que integram a Câmara Municipal de Ceará-Mirim apenas 3 tiveram a coragem de questionar de forma mais incisiva o prefeito Antônio Peixoto durante a presença do chefe do executivo cearamirinense no legislativo municipal nesta quarta-feira(27).
Foram Júlio César, Graça Freitas e Patrícia Juna.
Júlio, na verdade, foi o único que tocou em algumas feridas da administração de Peixoto.
Os demais vereadores se intimidaram com a presença de Peixoto e participaram timidamente da sabatina.



O vereador Irmão Carlos chegou a dizer que Peixoto foi enviado por Deus para cumprir uma missão em Ceará-Mirim.
Peixoto, por sua vez, tentou justificar a crise na prefeitura culpando a queda no FPM.
Não teve a humildade de reconhecer que a crise também é provocada pela incompetência de sua administração em gerir bem os recursos do município.
O prefeito ainda falou sobre sua origem "humilde" e tentou usar do emocionalismo dizendo que sua família estava sofrendo com as críticas que têm sido feitas contra ele.
É evidente que o discurso de Peixoto não sensibiza o povo de Ceará-Mirim, que sofre com os mais diversos problemas.
 Mas a atitude da maioria dos vereadores cearamirinenses é justificável. Vários deles desfrutam das benesses da prefeitura e não querem perder "as boquinhas".
No mais, Ceará-Mirim continua repleta de lixo, com a saúde na UTI e enfrentando todo tipo de problema.


FONTE: BLOG DO OLIVEIRA WANDERLEY

Defensores do caos

Ontem na sessão da Câmara Municipal em que o prefeito Peixoto compareceu para dar explicações sobre o caos administrativo que ocorre na cidade, o que se viu, foi uma cena lamentável um verdadeiro espetáculo ridículo e grotesco de como um governo usa as pessoas para defenderem seus interesses mesmo que estes interesses passem por cima do bom senso, o que seria cômico senão fosse trágico, vi pessoas lá que nunca se interessaram por nada, verdadeiros analfabetos políticos defendendo um grande ideal social. Qual? Seus próprios umbigos. Quanta ignorância.

Os contratados da prefeitura são pessoas honestas e trabalhadoras, parte destes contratados foram ontem “obrigados”, isto é receberam ordens da prefeitura para estar na Câmara a partir das 13h e lotar o plenário para num gesto ridículo aplaudirem o responsável por todo este desmando administrativo. Alguns destes contratados entendem a situação e apenas observavam a sessão, porém outros mais eufóricos e porque não dizer “capachos do governo” gritavam aos BERROS o nome do prefeito e tentavam  calar o carro de som em que estava Sandro Pimentel a denunciar a situação. Moradores da cidade compareceram a frente da Câmara Municipal e ficaram indignados com o que viram, já que é notório que no mínimo ouve irresponsabilidade administrativa na condução das finanças do município.

Ver toda aquela situação me deixou profundamente chocado e ao mesmo tempo com um sentimento de pena em relação a algumas pessoas, pessoas “conscientes” gritando e aplaudindo os absurdos que estão acontecendo com o dinheiro público, ficava eu imaginando isso é uma grande loucura.

Governo monta esquema, mas prefeito não convence


Uma vergonha. Esse é o resumo do que aconteceu na tarde/noite de ontem na câmara municipal de Ceará-Mirim, na ocasião em que o prefeito Peixoto tentou explicar a crise no município.

Logo cedo, o sistema governista mandou lotar a galeria do plenário da câmara, impedindo assim que o povo independente de Ceará-Mirim pudesse participar da sessão.


Velha Prática
Essa estratégia é uma velha prática de grupos autoritários em Ceará-Mirim: proibir a participação popular.
Até o carro de som que tentava retransmitir na rua a sessão foi impedido de atuar pela mesa diretora sem nenhuma justificativa.


Sem explicação
O prefeito não apresentou nenhum fato novo e seu discruso não convenceu nenhum pouco aqueles que não aceitam o caos na cidade.
A má gestão nos serviços públicos em Ceará-Mirim não é de hoje, e nem somente do atual governo, porém, o desastre da atual administração está agravando diversos problemas sociais do nosso município.
Na sessão, os vereadores da base do governo elogiaram o prefeito e seu governo. A equipe de Peixoto, composta majoritariament por contratados do governo, foram convocados para o aplaudir e pareciam não se importar, por exemplo, com o lixo pelas ruas da cidade.
É aquela história do interesse pessoal em detrimento ao interesse da coletividade.


Mobilização da sociedade
A população está se organizando e mobilizando diversos setores da sociedade civil para a realização de atividades de protesto e denúncia contra a situação caótica que está nossa Ceará-Mirim.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Flagrante

O que dizer de uma situação destas?


Praça das Cinco Bocas 


As dezenas de fotos que estão se espalhando pelos blogs mostram que a situação esta beirando o absurdo.

Praça das Cinco Bocas 


Na cidade a coleta esta deste jeito, no interior da cidade as coisas estão ainda pior, as pessoas não tendo como descarta o lixo devido a falta da coleta estão jogando nas matas e rios

Praça das Cinco Bocas 

Dinheiro público

Brasil ocupa 69ª posição em ranking internacional de percepção de corrupção 


A organização não governamental Transparência Internacional divulgou hoje (26) que a percepção de corrupção no setor público brasileiro se manteve a mesma desde o ano passado – uma pontuação de 3,7 em uma escala de zero a dez. Quanto mais próximo do zero, maior o nível de percepção de corrupção.

O Brasil chegou a subir algumas posições quando comparados os rankings de 2009 e de 2010, passando de 75º no ano passado para 69º este ano, juntamente com Cuba, Montenegro e Romênia. O número de países pesquisados pela ONG diminuiu de 180 para 178.

O relatório anual revela que três quartos do total de Estados analisados ficou com pontuação abaixo de 5 o que, de acordo com a Transparência Internacional, sinaliza a necessidade de maiores esforços em todo o mundo no combate à corrupção.

Dinamarca, Nova Zelândia e Cingapura registraram o melhor desempenho, com pontuação 9,3. Já Afeganistão e Mianmar ficaram em penúltimo lugar, com 1,4, seguidos pela Somália, última colocada, com 1,1.


Fonte: Agência Brasil

REFLEXÃO


MELHORES OU PIORES, É A MESMA COISA.
A BOTA QUE NOS PISA, É SEMPRE UMA BOTA.
JÁ COMPREENDEREIS O QUE EU QUERO DIZER:
NÃO MUDAR DE SENHORES, MAS NÃO TER NENHUM.

                                  “ Mário Benedetti ”




Começo o dia com esta frase pelo que ela própria representa em tempos difíceis como os que estamos vivendo, não criem ilusões sobre salvadores, pois o que TÁ ERRADO é o próprio sistema corrompido que vivemos.

“DE TANTO VER TRIUNFAR AS NULIDADES; DE TANTO VER PROSPERAR A DESONRA, DE TANTO VER CRESCER A INJUSTIÇA.
DE TANTO VER AGIGANTAREM-SE OS PODERES NAS MÃOS DOS MAUS, O HOMEM CHEGA A DESANIMAR-SE DA VIRTUDE, A RIR-SE DA HONRA E A TER VERGONHA DE SER HONESTO.

É tudo a mesma coisa esses governantes que ai estão não são diferentes dos que antes estavam, como a frase diz “melhores ou piores é sempre a mesma coisa” o único compromisso     desta gente é com eles mesmos, só a luta muda a vida.